A Galeria de Arte Digital do Centro Cultural Fiesp (CCF), inaugurada em 2012, foi criada com o objetivo de ser um novo canal de difusão cultural, contribuindo para expandir o conceito de arte. Com uma estrutura privilegiada e localização estratégica, a galeria tem uma capacidade extraordinária de interação com o espaço urbano.
Após a reforma, a Galeria de Arte Digital, que antes contava com 26.241 clusters, agora possui 119.940 clusters/pixels. Essa mudança permite uma melhora significativa na qualidade de reprodução das obras digitais, possibilitando exibições mais complexas e com maior riqueza de detalhes, já que cada cluster corresponde a 1 pixel e é composto por 6 SMD RGB.



Fotos: Karim kahn e Everton Amaro
Na reinauguração, foi exibida a obra "Trajetória: Do Primeiro Passo ao Futuro", do duo de artistas Um Cafofo (André Grynwask e Pri Argoud). A obra é uma metáfora viva para o crescimento, permitindo acompanhar a jornada de vida e amadurecimento de uma personagem por meio de seus processos de aprendizagem, relações pessoais e transformações.
A obra digital exibida na esplanada, tem a trilha sonora, composta pelos próprios artistas como parte da obra, executada ao vivo durante a exibição.
Galeria de Arte Digital
Fachada do Edifício-Sede Fiesp/SESI-SP e Centro Cultural Fiesp
8 a 14 de julho de 2026
todos os dias, das 19h às 6h
Painel de Led
Foyer do Teatro do Centro Cultural Fiesp
terça a domingo, das 10h às 20h, em horários alternados
Em Symbiosis, a artista amazônida Roberta Carvalho transforma a Galeria de Arte Digital do Centro Cultural FIESP em um território de encontro entre tecnologia, natureza e ancestralidade. Resultado de mais de 15 anos de pesquisa na Amazônia, a intervenção audiovisual projeta rostos, corpos e narrativas de comunidades tradicionais, ribeirinhas e povos originários em uma fusão simbólica com a floresta, revelando a profunda interdependência entre biodiversidade, cultura e existência.
Ao fazer a floresta emergir no coração da Avenida Paulista, a obra cria um poderoso contraste entre o ritmo urbano e os saberes da Amazônia. Árvores ganham feições humanas, folhas se tornam olhares e rios atravessam corpos, convidando o público a repensar sua relação com o meio ambiente. Mais do que representar a Amazônia, Symbiosis dá voz a suas cosmologias e reafirma o protagonismo amazônida nos debates contemporâneos sobre clima, preservação e futuro.