A Galeria de Arte Digital do Centro Cultural Fiesp (CCF), inaugurada em 2012, foi criada com o objetivo de ser um novo canal de difusão cultural, contribuindo para expandir o conceito de arte. Com uma estrutura privilegiada e localização estratégica, a galeria tem uma capacidade extraordinária de interação com o espaço urbano.
Após a reforma, a Galeria de Arte Digital, que antes contava com 26.241 clusters, agora possui 119.940 clusters/pixels. Essa mudança permite uma melhora significativa na qualidade de reprodução das obras digitais, possibilitando exibições mais complexas e com maior riqueza de detalhes, já que cada cluster corresponde a 1 pixel e é composto por 6 SMD RGB.



Fotos: Karim kahn e Everton Amaro
Na reinauguração, foi exibida a obra "Trajetória: Do Primeiro Passo ao Futuro", do duo de artistas Um Cafofo (André Grynwask e Pri Argoud). A obra é uma metáfora viva para o crescimento, permitindo acompanhar a jornada de vida e amadurecimento de uma personagem por meio de seus processos de aprendizagem, relações pessoais e transformações.
A obra digital exibida na esplanada, tem a trilha sonora, composta pelos próprios artistas como parte da obra, executada ao vivo durante a exibição.
Galeria de Arte Digital | todos os dias, das 19h às 6h
Foyer do Teatro | terça a domingo, das 10h às 20h, em horários alternados
Obra "Ciclo Vivo" transforma Galeria de Arte Digital em organismo industrial pulsante Criada pelo estúdio Modular Dreams, instalação audiovisual utiliza três atos para narrar a evolução tecnológica e a sinergia entre humanidade e sustentabilidade.
A obra audiovisual Ciclo Vivo, concebida para a Galeria de Arte Digital, projeta na paisagem urbana uma representação vibrante da indústria contemporânea como um organismo vivo e interconectado. Estruturada em três atos, a narrativa visual evolui de redes geométricas e texturas metálicas para fluxos orgânicos de luz em tons de azul e verde, simbolizando a modernização e a sustentabilidade. Ao integrar tecnologia e formas abstratas ao espaço público, a instalação oferece uma experiência imersiva que celebra a renovação contínua e a colaboração entre processos industriais e a humanidade.
A montagem leva a assinatura do estúdio Modular Dreams, fundado por Danilo Barros e Priscilla Cesarino, especialistas em experiências que tensionam as fronteiras entre o físico e o virtual. Com uma linguagem pautada por sintetizadores de vídeo e atmosferas sensoriais, o duo utiliza o projeto site-specific para dialogar com a arquitetura da cidade. O trabalho destaca-se por desafiar a percepção do espectador, explorando novos estados de presença no cruzamento entre corpo, som e imagem digital.