SINOPSE
A peça Trocas e Trapaças da qual muda o nome de "Baldrocas", por "Trapaças", por ser o termo mais compreensível; além dessa alteração de palavras muda, também, a época de 1880 para a década de 1920 e 1930, por se prestar muito ao gênero da peça, que aborda a técnica do "vaudeville" francês do fim do século e que atinge a década de 1920.
Certamente Américo Azevedo, o autor, deve ter inspiração nesse gênero tão comum em nossos palcos, mesmo em São Luiz, e daí escreve a peça, toda ela calçada na técnica vaudevillesca, mas guardando o sabor dos costumes brasileiros. Muito de longe, também, ela contém alguns personagens e situações da comédia clássica francesa, Molière e posteriormente Marivaux. Aliás, a comédia de Américo Azevedo, faz lembrar muito de perto Le Jeux de L'amour e du Hasard e Les Fausses Confidences de Marivaux.
Américo Azevedo vive numa época de grande atividade do Teatro Brasileiro - onde surgem os grandes dramaturgos - escrevendo, adaptando e traduzindo, não só as primeiras peças da escola naturalista, que se caracteriza pela modificação da forma de interpretação, substituição dos trajes, os gibões que deram lugar às casacas, maior cuidado cênico. Na França, Jacques Offembach leva para o palco a opereta que completa a ópera cômica ou o chamado vaudeville.
No Brasil, os autores lançam a revista. Foi pouco depois desta época que Américo Azevedo escreve Trocas e Baldrocas utilizando da técnica do "vaudeville" e situações do clacissismo francês. Se é intencional ou não, o valor da obra permanece, pois é uma comédia digna de ocupar um lugar ao lado das peças de seu irmão Arthur, ou daqueles que se Ihe seguiram, como França Júnior, Coelho Neto, Gastão Tojeiro, e outros efetivamente.
A encenação de Trocas e Trapaças, optando pela década 1920, não altera o texto, a não ser na atualização da gíria e certas expressões que, atualmente, são completamente ininteligíveis. Não se carrega nas tintas, nem se força situações ou se procura desvirtuar as características essenciais de seus personagens, dá-lhes, isto sim, uma visão um pouco mais atual. Ao colocá-la na época escolhida ela faz lembrar os "anos loucos", com seu aparente descompromisso com a vida.
A peça, apesar de ter sido escrita em época anterior (1881) tem toda a caracteristica da época posterior a sua elaboração. É parte da dramaturgia da época áurea do Teatro Brasileiro.
São mais de 70 mil espectadores, em 383 apresentações que acontecem no interior do Estado de São Paulo.
Ficha Técnica
- Dramaturgo
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Américo Azevedo
- Diretor
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Osmar Rodrigues Cruz
- Figurinista
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Zecarlos de Andrade
- Cenógrafo
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Zecarlos de Andrade
- Atriz
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Diná de Lara
Monalisa Carvalho
- Ator
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Carlos Seidl
Gilson Filho
Kleber Afonso
Roberto Rocco
Detalhes
- Tipo da atividade
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Teatro