Clóvis Garcia
Por: Memória Cultural SESI-SP
Atualizado em: 27/02/2026
- Atuação
- Ator, Figurinista e Cenógrafo
- Evento
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Clóvis Garcia
Clóvis Garcia
Clóvis Garcia
Clóvis Garcia
Clóvis Garcia - Biografia
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Clóvis Garcia (Taquaritinga, SP, 1921 – São Paulo, SP, 2012) é crítico, cenógrafo, figurinista, ator, professor universitário e pesquisador brasileiro, com atuação decisiva na consolidação dos estudos e das práticas do teatro no Brasil a partir da década de 1950. Sua trajetória articula de forma singular a criação cênica, a reflexão crítica e a formação acadêmica.
Forma-se em Direito pela Universidade de São Paulo em 1942 e integra a Força Expedicionária Brasileira (FEB) durante a Segunda Guerra Mundial, experiência que marca suas primeiras produções literárias. No pós-guerra, concilia a carreira jurídica com o teatro, atuando como ator e cenógrafo em grupos amadores. Participa da fundação da Federação Paulista de Amadores Teatrais e do Grupo de Teatro Amador (GTA), contribuindo para a organização do movimento teatral paulista.
Na cenografia e no figurino, realiza dezenas de criações para o teatro brasileiro, com destaque para Três Anjos sem Asas (1957), sob direção de Sérgio Cardoso. Em 1954, aprofunda sua formação ao realizar curso de cenografia no Museu de Arte de São Paulo (MASP). Paralelamente, atua como crítico teatral, escrevendo para a revista O Cruzeiro entre 1951 e 1958 e, a partir de 1972, para o jornal O Estado de S. Paulo, onde se torna pioneiro na crítica de teatro infantojuvenil.
No âmbito acadêmico, integra em 1969 a fundação da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP), atuando como professor do Departamento de Artes Cênicas. Em 1999, recebe o título de Professor Emérito da instituição. Especialista em teatro medieval profano francês, mantém intensa atividade docente e intelectual, exercendo influência decisiva na formação de artistas e pesquisadores.
No Teatro Popular do SESI, Clóvis Garcia cria trabalhos de figurino para os espetáculos Caprichos do Amor e do Acaso (1964), A Sapateira Prodigiosa (1965), O Avarento (1965), Manhãs de Sol (1966). Em Intriga e Amor (1969) realiza cenografia e figurino, consolidando sua contribuição à cena teatral vinculada à instituição.
Clóvis Garcia morre em 2012, aos 91 anos, em São Paulo, deixando um legado fundamental para o teatro brasileiro, tanto pela criação cênica quanto pela crítica, pela pesquisa e pela atuação universitária.
Termos Relacionados
Clovis; Clovis Garcia
Como Citar
GARCIA, Clóvis. In: Acervo Memória Cultural. São Paulo: SESI-SP, 2026. Disponível em: https://centroculturalfiesphml.azurewebsites.net/memoria-cultural/biografia/46ef6eb1-81b4-491d-afc1-08de5a7edf85/javaScript:history.back(). Acesso em: 21 de março de 2026.