Francisco Medeiros
Por: Memória Cultural SESI-SP
Atualizado em: 27/02/2026
- Atuação
- Diretor
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- Francisco Medeiros
- Biografia
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Francisco Alberto Azevedo Medeiros, (São Paulo, 1948 – mesma cidade, 2019), carinhosomente conhecido como Chiquinho, é diretor brasileiro, com ampla atuação no teatro e na dança, reconhecido por sua capacidade de imprimir à cena um rigor técnico e uma estética refinada.
Durante sua formação em direção teatral na Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA/USP), Medeiros concilia estudos acadêmicos com colaborações em importantes grupos de dança, como Stagium, Ruth Rachou e Maria Duchenes. Sua estreia na direção teatral ocorre em 1972, com Fando e Lis, de Fernando Arrabal (1932).
Com Tronodocrono, peça infantil escrita por José Rubens Siqueira (1945) e Gabriela Rabelo (1961), em 1983, destaca-se como diretor sensível ao universo infantojuvenil. No ano seguinte, dirigiu O Cárcere Secreto, também de José Rubens Siqueira (1945), no Estúdio de Atores do Teatro Popular do Sesi (TPS), e Simón, de Isaac Chocrón (1930-2011), com apresentação no Teatro Brasileiro de Comédia (TBC).
Um de seus maiores sucessos, Artaud, O Espírito do Teatro (1984), marca sua trajetória, a produção rende-lhe o Prêmio Molière. Em 1986, dirige Criança Enterrada, de Sam Shepard (1943-2017), consolidando seu prestígio, e, em 1987, recebe mais reconhecimento com a montagem de Depois do Expediente, peça sem diálogos de Franz Xaver (1791-1844).
Já no ano de 1995, apresenta duas importantes montagens: A Gaivota, de Anton Tchekhov (1860-1904), no Centro Cultural São Paulo, e Marat-Sade, de Peter Weiss (1916-1982), com alunos da Escola de Arte Dramática (EAD). No ano seguinte, com Sherazade, de José Rubens Siqueira (1945), volta ao teatro infantojuvenil. Em 1997, dirige Flor de Obsessão, peça baseada na obra de Nelson Rodrigues, que recebe prêmios como o Angel Award no Fringe Festival, em Edimburgo.
Além de suas contribuições ao teatro, Medeiros também atua como diretor de dança em trabalhos notáveis, como Iribiri (1982) e O Reino do Meio-Dia (1987), de Antonio Nóbrega (1952).
Em 2002 dirige Hamlet no Teatro Popular do SESI, acrescentando mais um marco à sua renomada trajetória no teatro brasileiro.
Falece em outubro de 2019, em São Paulo.
Termos Relacionados
Francisco Medeiro; Francisco Alberto Azevedo Medeiros; Chiquinho; Chico Medeiros
Como Citar
MEDEIROS, Francisco Alberto Azevedo. In: Acervo Memória Cultural. São Paulo: SESI-SP, 2026. Disponível em: https://centroculturalfiesphml.azurewebsites.net/memoria-cultural/biografia/555f1f9d-9309-49cf-fa5f-08dd10ac1f9a/francisco-medeiros. Acesso em: 22 de março de 2026.