Gésio Amadeu
Por: Memória Cultural SESI-SP
Atualizado em: 05/03/2026
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Gésio Amadeu
Gésio Amadeu
Gésio Amadeu - Biografia
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Gésio Amadeu (Santos Dumont, Minas Gerais, 1947 – São Paulo, São Paulo, 2020) ator brasileiro, destaca-se na televisão, teatro e cinema.
Sua habilidade em transformar personagens coadjuvantes em figuras inesquecíveis e carismáticas marca sua trajetória e o consolida como um dos grandes nomes da dramaturgia nacional.
Nascido no distrito rural de Conceição do Formoso, em Santos Dumont, Minas Gerais, muda-se aos oito anos para Juiz de Fora em busca de melhores oportunidades. Lá, conclui o ensino médio, cumpre o serviço militar, participa do Batuque Afro-Brasileiro Nelson Silva e estreia no teatro com a peça O Coronel de Macambira (1966).
Em 1968, transfere-se para São Paulo e, no ano seguinte, é contratado pela TV Tupi a convite de Bráulio Pedroso. Estreia em novelas com um papel que leva seu próprio nome, em Beto Rockfeller (1969). No teatro, participa de produções marcantes, como A Moreninha (1969), e na versão cinematográfica homônima. Em 1974, integra a Companhia Ruth Escobar, com apresentações no Irã e na Europa, destacando-se na montagem de Los Auto Sacramentales, de Calderón de La Barca.
Durante a década de 1980, destaca-se em peças como Calabar, o Elogio da Traição (1980), de Chico Buarque e Ruy Guerra, e Os Órfãos de Jânio (1981), de Antônio Abujamra. Sua atuação em Os Órfãos de Jânio foi elogiada pelos gestos precisos e a voz marcante.
Atua no Teatro Popular do Sesi em peças como Péricles, Príncipe de Tiro (1995), Boca de Ouro (2012) e a A Falecida (2012) dirigida por Nelson Rodrigues (1912-1980).
Dedica-se também à teledramaturgia, com papéis memoráveis como Fulgêncio, em Sinhá Moça (1986), Chefe Chico, em Chiquititas (1997), e tio Barnabé, no Sítio do Pica-Pau Amarelo (2007). Em Velho Chico (2016), interpreta Chico Criatura, reafirmando sua presença cativante nas telas.
No teatro, retorna em 2011 com O Grande Grito, de Gabriela Rabello (1943). Em 2012, participa de montagens de clássicos de Nelson Rodrigues, como A Falecida e Boca de Ouro, sob direção de Marco Antônio Braz (1966).
Com uma trajetória que atravessa momentos cruciais da dramaturgia brasileira, Gésio Amadeu encanta o público com interpretações que combinavam humor, emoção e intensidade, deixando um legado profundo na cultura brasileira.
Falece em 2020, aos 73 anos.
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Jésio Amadeu
Como Citar
AMADEU, Gésio . In: Acervo Memória Cultural. São Paulo: SESI-SP, 2026. Disponível em: https://centroculturalfiesphml.azurewebsites.net/memoria-cultural/biografia/f5d3c154-789f-4c91-fb87-08dd12d632de/gesio-amadeu. Acesso em: 22 de março de 2026.